album cover
Marginal Menestrel
album cover
Marginal Menestrel was released on June 9, 2002 by Snafu Records as a part of the album Declaração de Guerra
June 9, 2002
LabelSnafu Records
LanguagePortuguese
BPM87
Melodicness
Acousticness
Valence
Danceability
Energy

Lyrics

[Verse 1]
A vida me ensinou a caminhar
Saber cair, depois se levantar
O tempo não espera, não há espaço pra chorar
Andei no escuro e agora vou brilhar
[Verse 2]
Sobreviver é necessário
Também quero ser feliz
Permaneço no combate
Meu resgate é a minha fé
Minha luta causa medo e alegria, lá-laiá
Tô na fita, venha o que vier
Não vou amarelar, seja o que Deus quiser, ô-ô-ô
Seja o que Deus quiser, na fé
[Verse 3]
Amor mais velho, paz eu também quero, mas sem lero-lero
Estaca zero não me espero, sincero meu lado eu venero
Muita calma, vagabundo gela até a alma
Quem foi roubado no passado, hoje sente a falta
O que somos? O que seremos?
Porque choramos, matamos, sangramos e depois morremos?
Velhos tempos de caboclo, pé no chão
Que não levava desaforo pra cachanga e fazia na mão
Se o atabaque tocava, meu braço arrepiava
Aprendi a dar desprezo a quem me ignorava
Mas que nada, quem sabia
Que tinha um nenê de dois metros na barriga da pretinha
[Verse 4]
1-9-7-4, três de janeiro, hospital da Lagoa, Rio de Janeiro
Desordeiro rap o dia inteiro, se tem caozeiro mete o pé
Quem tem cabelo duro não é mané, sai de ré
Não me embarreira, que eu quero passar
É necessário mais de um pra me fazer parar
Não dou valor a quem fica de caô
Quer ser malandro e soltava pipa no ventilador
Pra ser titular não serve, foi otário no passado e hoje quer ser bandido do rap
Passa borracha e joga no latão, não é braço fiel, então não pode ser falcão
[Verse 5]
Sai saindo, desce a ladeira, vai jogar seu videogame
Que aqui a gente fica a noite inteira
Quarta-feira, dia de defumador queima todo mau olhado com o seu odor
Abre os caminhos de quem é perseguido
Hip hop é violento, o pagode, o funk de bandido
Som de preto, som do morro, som de gueto
Te batendo neurose, segurança, desespero e medo
[Verse 6]
Seu segredo é desvendado
Efeito da ação que deixou o seu filme queimado
Vai de ralo, me mira mas me erra
Se eu ficar marolando com você, não vou vencer a guerra
Que é por terra, por tudo, por nada
Pela vida, por Ogum, por sangue, por lágrima
[Verse 7]
Vai vendo sangue ruim, esse é meu ofício
Não arregar pro adversário é meu vício
Contrario a dor no ódio e no amor
Se der o ouro na mão do inimigo, eu irei me opor
Tá com a cuca louca, tá lelé da cuca
Ih, dá teu papo, mano Juca
[Verse 8]
Eu tenho pouca coisa a dizer
Tudo o que você falou por mim
Comoveu o meu coração
Hoje, eu deixo tudo em sua mão
[Verse 9]
E se babar é com eles, se fechar é com nós
Quem falava pelos pretos, hoje sabe que a gente tem voz
Bate o tambor, bate forte, faz barulho
Querer ficar com tudo é olho grande no bagulho
Eu repudio a inveja, por isso eu ando só
Mas eu não ando junto com comédia
Largo o prego que o carneiro quer descer
Bota ele pra correr, joga ele aqui na C.D.D.
[Verse 10]
Comunidade, minha verdade é meu terreno
Querer cantar de galo na minha casa vai ficar pequeno, vai vendo
Para de vacilação, veneno tá na sua direção
Deixe o moleque cantar, deixe o moleque sonhar
Não é tudo que o seu dinheiro pode comprar
A gente fica com nada, da riqueza gerada
Sofrendo ambas consequências da miséria criada
[Verse 11]
Alguém tem pista do jovem terrorista
Que faz show em Salvador e na baixada Santista
Ouça a voz do rap e a dor
Impulsionada por quilombo dos palmares que trago na cor
Tranquilidade na coletividade de quem sabe respeitar a realidade de cada cidade
Na humildade, concebido pelo céu
Palavras que cortam de um marginal menestrel
[Verse 12]
A vida me ensinou a caminhar
Saber cair, depois se levantar
O tempo não espera, não há espaço pra chorar
Andei no escuro e agora vou brilhar
[Verse 13]
Sobreviver é necessário
Também quero ser feliz
Permaneço no combate
Meu resgate é a minha fé
Minha luta causa medo e alegria, lá-laiá
Tô na fita, venha o que vier
Não vou amarelar, seja o que Deus quiser, ô-ô-ô
Seja o que Deus quiser, na fé
Written by: Alex Pereira Barboza, Alexandre Magno Abrão, Alexandre de Castro, Camila Pereira Barboza, Jose Henrique Castanho de Godoy Pinheiro, Luciano da Silva Rocha, Rafa Santoro
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