album cover
Quebrada Queer
2969
Brazilian
Quebrada Queer è stato pubblicato il 1 giugno 2018 da Casa 1 Records come parte dell'album Quebrada Queer - Single
album cover
Data di uscita1 giugno 2018
EtichettaCasa 1 Records
Melodicità
Acousticità
Valence
Ballabilità
Energia
BPM87

Crediti

PERFORMING ARTISTS
Tchelo Gomez
Tchelo Gomez
Lead Vocals
Murillo Zyess
Murillo Zyess
Lead Vocals
Boombeat
Boombeat
Lead Vocals
Harlley
Harlley
Lead Vocals
Guigo
Guigo
Lead Vocals
Rap Box
Rap Box
Performer
Quebrada Queer
Quebrada Queer
Performer
COMPOSITION & LYRICS
Harlley
Harlley
Songwriter
Marcelo Augusto Gomes da Silva
Marcelo Augusto Gomes da Silva
Songwriter
Murillo Henrique da Silva
Murillo Henrique da Silva
Songwriter
Lucas dos Santos Fidelis
Lucas dos Santos Fidelis
Songwriter
Guilherme Alves da Silva
Guilherme Alves da Silva
Songwriter
PRODUCTION & ENGINEERING
V-Box
V-Box
Producer

Testi

Iô, iô
Ai, ai, ai, ai, ai
Iô, ah, Natura fecha a firma
Bonde das feminina
Quem vem de strike as pow
Direto das revistas
Mas é revista fina, não vem jow (Tchê, tchê, tchê)
Se não aprendeu com elas, isso é cultura Queer
Vem aplaudir
Batendo palma, eu ti vi resistir
Mas vi daqui, que enquanto você chora
Eu canto pra subir (Ha-ha-ha-ha)
Se a minha pele é o que incomoda
Eu te convido a vir vestir
Mais quente que o Saara
Eu queimo o céu e faço o mar abrir
Prepara os doces, que a festa não parou por aí
Alice girl, e eu tô mandando um "Deus é travesti"
Segura o queixo que esse trecho é feito pra engolir
Mas se o efeito causou medo, é hora de fugir
Só mais um trago desse amargo que eu vivi (Ha)
Com tantas notas, chora, que hoje eu vou sorrir
De batom preto, pro velório ou enterro
Vê nas manchetes, pede pra eu não ter que repetir (Ha, ha)
Vidas cinzentas seguidas de um longo inverno (Ah)
Muito bem preenchidas, somente com amor materno (Materno)
Entrando em paz com todos os meus sentimentos internos (Aham)
Desvio de alguns crentes que dizem que eu vou pro inferno (Ha-ha-ha)
É que com um leão por dia me fez um guerreiro
Não tô disposto a me calar pra agradar terceiros (Ah)
Por existências que estavam trancadas em cativeiros
Herança disso tudo é paz, e eu sou herdeiro
Ahn, subestimado desde meu primeiro verso
Eles disfraçam bem
São tipo lobo em pele de cordeiro (Aham)
Mas tô atento
Pro opressor eu não disperso (Não)
Minha sina inseticida
Preconceitos deles é o formigueiro
Mcs de verdade não desejam sociedades sem diversidade
Recupere o seu bom senso
Repense bem nos fundamentos sendo verdadeiro
Vai ter bicha no Rap sim
E eu nem sou pioneiro (Vra!)
É que eu já disse, tô bem pleno
Sou probelma
Tipo vendo esses caras achar
Que é Rap porque tão rimando (Mano)
Vou ter de usar do meu veneno
Pra falar do que eu tô vendo
Suas ideias é tipo Nemo
E eu tô procurando (Cadê, cadê?)
Nóis tá aqui por cada bicha
Com a vida interrompida
Por causa de homofobia, ódio e intolerância
Resistimos no dia-a-dia
Pra poder chegar o dia que prevaleça
Respeito, igualdade e esperança
Já tenho um caminho
Agora eu quero ver quem tá somando por mim (Por mim)
Tô no meu destino
Quem constrói os degraus sabe que não vai cair
Bem, não há rola
Nesse mundo que nos proiba de ocupar
Não há mano
Nessa cena que tente nos silenciar
Cê trombou com as bicha errada
E agora vai ter que escutar
Esse é só o primeiro desabafo
Que tá entrando pra história
E, com certeza, o meu pai não ia se orgulhar
E, mesmo assim, eu vou falar
Por mim e todos que hoje eu tô pra representar
E eles vão me julgar
Sempre vão me julgar
Mas nas mesmas crises
Nenhum deles vai me abraçar, então
Sigo cantando e amado
Trampando pesado
Medindo um dia ser lendário
Não passo pano pra otário (Ah, no)
E mesmo ameaçado, eu serei cada vez mais viado
Quebrando armários, extermino a normatividade
Oh-oh-oh
Revolução, bicha preta se amando de verdade
Oh-oh-oh
Botando fogo nas regras dessa sociedade
Oh-oh-oh
Vai falar mal, mas assiste a nossa liberdade
Ah-ah
Vamo assistir você ouvindo a nossa realidade
Ah-ah
Tirando nossas capas de invisibilidade
As monas unidas pro combate
E olha no que deu
Se quer verso, começa a limpa e soca os meus
De onde eu velho é fome e medo
De ficar na mesma, não caber na própria casa
Sai pro mundo e não cabe no mundo
Não cabe em verso cada tapa
Momentos, fraqueza
Muitos anos de revolta desse jogo sujo (Ah!)
Não é guerra do sexo (Não), homofobia chama
Atitude que brota de manos, minas e monas
Sem torcer o nariz, me Rap que clama e soma
RAP de bicha preta (Iô, iô)
Boombeat enlouquece e toma (Iô, ha)
Anos passaram, panos passaram pros seus vacilos
Momento propício, raro e claro
Não espere elogio
É hip hop responsa no mic
Rap é flow, sem letra é flop
Não pode com nóis, engole e tamo vivo
Estamos no mapa e não somos a caça
Te encaro com a morte
Seus bando de white people problem
Cês não me comovem
Em choque porque somos ibope
E eu quero é que se foda
Mas se não me beija, não fode, you know!
Minha vida sou eu quem encanto (Ha)
Nossa vivência quem sabe é nóis
Intérprete da minha história, honro a trajetória
Ninguém me dá voz, eu já tenho voz
Somos um só, vocês que dividiram
Por fatos, nunca um "não" te atingiram
Bando de fã encubado
Sigo honrando meu legado de nascer viado
Onde piso é só o enfeite, sangue derramado
Me empoderei, vai fundo
Pro sistema eu não me rendo
Que impõe isso e aquilo
Sabe o que eu faço? Aguento!
Não vim só pra cantar
Nem vou me redimir
Vim jogar na sua cara
O que cê disse é mimimi
Segura o meu flow, aguenta o meu bonde
É sempre com som, não aguenta, se esconde
Pantera negra eu sou
Não devo, mas cobram pra mim
No afrontamento eu vou
Bitch, better have my money!
T-C-H-E-L-O
Então bota pra fuder
Cê quer meter gostoso
Mas se enruste atrás do altar
Não vem meter o louco
Se não gostar, sai fora!
A saída é logo ali
E se fica, cai de boca
E vai ter de me engolir
Na escola cê zoavam
Hoje cês batem palmas
E eu, que dou risada
Quando paro pra pensar
(Ha-ha-ha-ha)
O quanto me tiraram só por ser diferente
Mesmo sem entender o que viria pela frente
Mas nada me abala
Por isso eu mexo a raba aí
Enquanto você desaba e observa o poder
Só vendo as bi crescendo e estourando a mil
E ocupando esse Brasil
Ué, cadê você? Sumiu!
Amor não é doença, é cura
Não é só close, é luta
Então, vê se me escuta
Aceita, atura ou surta!
Written by: Guilherme Alves da Silva, Harlley de Melo Ferreira, Lucas dos Santos Fidelis, Marcelo Augusto Gomes da Silva, Murillo Henrique da Silva
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