Pretugal은(는) {albumName} 앨범에 수록된 곡으로 2004년 1월 1일일에 TchadaElektro / Big Bit Música에서 발매되었습니다.Rapensar
BPM98
멜로디에 강한 음악
잘 정의된 음악 패턴에 따른 명확하고 기억에 남는 멜로디를 갖춘 곡입니다. 이 척도가 높은 곡은 일반적으로 연주나 보컬 라인이 명확하고 기억에 남는 것이 특징입니다.
어쿠스틱 악기 중심
곡이 전자 음악이나 디지털 합성 음악이 아닌 어쿠스틱 악기(예: 피아노, 기타, 바이올린, 드럼, 색소폰)를 얼마나 많이 사용하는지를 나타내는 척도입니다.
발랑스
곡의 화성과 리듬 요소를 통해 전달되는 음악적 긍정성 또는 감정적 톤입니다. 높은 쾌감은 행복, 흥분, 희열의 감정에 해당하며, 낮은 쾌감은 슬픔, 분노, 우울과 연관됩니다.
춤추기 좋은 음악
템포의 안정성, 리듬 패턴, 비트 강조 등 여러 요인의 조합을 통해 곡이 춤추기에 얼마나 적합한지 정하는 척도입니다. '춤추기 좋은' 곡의 특징은 일정한 템포, 반복적인 음악 구조, 강한 다운비트입니다.
에너지
트랙의 강렬함은 템포, 역동성, 음악적 밀도에 영향을 받을 수 있습니다. 에너지가 높은 곡은 강렬한 리듬과 풍부한 악기 편곡으로 구성되는 반면, 에너지가 낮은 곡은 음악적으로 간결하고 느린 템포가 특징일 수 있습니다.
가사
Brutalidade policial
Baixo rendimento salarial
A injustiça judicial
Preconceito racial
Violência
Toxicodependência
Delinquência
Desobediência às leis
Os fios, os anéis
Os bares, os bordéis
Os telemóveis
Os automóveis
Com twitters e woffers de 350 watts
Subwoffers com bass que até bates mal
Equalizadores
Amplificadores
Estofos de cabedal
P’ra pôr negros e negras petrificados pelo som
Pelos vidros e faróis fumados, pelas saias e alleron
E as jantes de liga leve
Até que alguém o pegue, o leve
E o desmonte
E o encontres pragado num beco da arrentela, vale, quinta, mira, monte ou da lisa
Os **** na prisa
Por botes e lojas feitas ou paiamentos de yosh e cisa
O tuga que nos inferioriza
O ódio que se interioriza
Policia que nos martiriza
A cota que sonha com um futuro para nós que nunca se realiza
Os **** que morrem nesta guerra, a dor que nos paralisa
Na ignorância que com vingança o sofrimento se minimiza
A confusão à porta da taberna
Onde a embriaguês governa
As pulgas subindo pela perna
Os **** que não lutam sonhando com Totoloto
Com o Totta ou souto
Com um puto na rua roto
Brincando entre as águas do esgoto
Coração lá e corpo cá em 'Pretugal
Mentalmente encarcerados cá em 'Pretugal
Sem pão, mas com veneno e armas p’ra morrermos em 'Pretugal
Segregados p’ra não sermos ninguém em Portugal
Os ratos, a inveja, o ciúme
O perfume
De urina
Na esquiina
O **** que penetra uma vagina
Insemina
E dá de fuga deixando um menino no colo de uma menina
Duia de queca fora
Discoteca fora
Queca 'mó fora
Na hora
Com kizomba na banda sonora
Agora
'Tas na merda shema, o teu **** desmarca
Brotha' pragado no bairro, descontra, armado em monarca
Com tudo de marca
Mas nada na arca
Enquanto a mente sufoca na caia e na birra se encharca
A pobreza e ganância que no crime nos embarca
E nos desembarca
Na campa ou na cana
O dinheiro fodido no Tommy, Armani, CK, ou Gabana
P’ra impressionares aquela mana
Na disco africana
O tiroteio, a facada por causa 'duma punana
Caçadeiras, revolveres, às vezes até katana
E quando não há saem queres que é p’ra abrires a pestana
A violência domestica que torna o lar hostil
O insucesso escolar, o trabalho infantil
Que infertiliza o skill
A televisão que emite
Uma visão estereotipada da street
Mantendo **** mais bloqueados que maxilas de pit
Conas e pilas onde a sida se transmite
No sexo inseguro que fode da chungaria à elite
A obra, o McDonald´s, a limpeza
O trabalho n qualificado, mal remunerado que não une a família à mesa
A desunião
Desorganização
Desinformação
Incapacidade de auto-afirmação
De mudar o ruma à situação
O natal e o aniversário sem presentes
As saudades da nossa gente
No fragilizado continente
A desigualdade de critérios
O cultural adultério
A falta de um projeto político sério
P’ra reconstruir o nosso império
O realojamento de barracas p’ra prédios, de 2ª categoria
Na periferia
Com chibaria
De vigia
Com falta de transportes
E ambulâncias que evitem as mortes
O trafico, o jogo, o furto
Por dinheiro num espaço de tempo curto
O surto
De pragas, doenças e outros preticidas
As pesadas sentenças lidas
Que nos roubam as vidas
E as devolvem com as esperanças sub nutridas
E as expetativas demolidas diluídas
As rimas, os beats
Os rots, os pits
Os bull terriers, os staffs
As rodas de freestyle, break dance ou graffs
A peladinha sábado à tarde
A tralha que arde
A cerveja a rodar pelos brothas' do yard
Controlando cus e mamas de africanas doces que giram no guetto
O slang criado entre a língua tuga e os dialetos dos PALOP’s
O dedo do meio no ar p’ro bote dos cops
As noites em que n há confusão na boda
Macho e fema a roçarem tudo a noite toda
Os dias em que dá para repetir o prato
Os bules em que n é preciso cortar o cabelo nem tirar os brincos para se ter um contrato
As noites em que ninguém vai dentro
Os seguranças que não nos seguem no centro
O amor
Entre brothas' e sistas', o calor
O ritmo musical
A expressão corporal
A comida tradicional
A linguagem ancestral
E o alto astral
Apesar de tudo aquilo que corre mal
A grandeza espiritual
O Orisha
O Allah
Ou Jah
Que nos protege
Já que a autoridade n nos protege
Só nos mente até ao dia que a gente a elege
O amor ao guetto que nos rege
A força, o drible, a velocidade
A alegria, aquele pingo de felicidade
Que nunca desaparece
Independentemente de tudo aquilo que acontece
Na comunidade
Written by: Chullage, Rui Pedro Constante


