album cover
Tormenta
album cover
Utwór Tormenta został wydany 10 lutego 2023 przez MEDULA jako część albumu Sessões
Data wydania10 lutego 2023
WytwórniaMEDULA
JęzykPortugalski
BPM156
Melodyjność
Akustyczność
Valence
Taneczność
Energia

Tekst Utworu

Não quero
Não penso
Não passo da cama
Sou uma traça de traços humanos
Não faço um esgar de sorriso há anos
O quarto ressente-se dos danos
Nado nos cigarros no pó do piano sem planos
Lamento os muros que me castram
As horas não sei se passam
As cordas não sei se as ato
Às ideias e as mato
A festa fugiu pelas frestas
A voz é uma praga que me infesta
As palavras amarram-me à ânsia
Pedi-lhes clemência
Devolvam-me a essência
A ignorância de ser criança
Calo-me para sempre
Calca-me no cimento
O sentimento da ignorância
De achar que sei
Porque não sei
Não sou ninguém
Sou uma terra sem rei
Perdido sem asas
Não creio nas farsas
Hoje sentei me à mesa que costuma ter a faca e a tábua de corte
É aqui que costumo separar o meu tormento de tudo aquilo que a vida trouxe de bom
É aqui que os sonhos são esquecidos e separo o medo da fome
Às vezes assusta quanta porcaria tenho no caixote
E a tábua com as sobras nem dá para eu mudar de tom
Monótono, no tom da tónica, mas estou sinfónico
Sempre que pergunto no meu tom retórico
Porque é que há sempre tanto lixo no meu balde e a tábua está vazia!?
Porque é que esta questão nunca foi uma prioridade na
Vossa porcaria
Vida feita de desculpas e eu não queria
Mas às vezes gostava de ter tanta gente entre a tábua e uma faca vinda de uma afia
Sabia que era a minha
Vem sem sangue, mas tinha a minha sabedoria
Nem sempre abre a janela a indicar o que realmente importa
Há sempre passos no meu quarto no escuro para chegar à porta
Corta, e acaba o filme
Fiz sempre um grande esforço para gravar as cenas todas
Sem ter muita gente à perna à procura de pontas soltas!
Se alguém visse o making of
Já sabes que a reação seria fuck you off
Fiz muita merda, mas não teve em causa os princípios adquiridos de uma educação cristã
O simples sempre foi o que eu punha em prática o banal nunca serviu para nenhum abano e oxalá
Agora a sádica tábua que eu exponho estática no átrio apática à minha porta
Cortei tanta vontade que eu tinha de tanta coisa
Cortei tanta verdade que mentiam e a voz importa
Nunca precisei de um espelho para refletir
Reflito num papel sem brilho e sem mentir
Written by: João Guerreiro, Rodrigo Sousa, Vladyslav Hrinko

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