album cover
Reencontro
Hip-Hop/Rap
Reencontro foi lançado em 30 de novembro de 2024 por Tak e Igor Cyano [dist. Tratore] como parte do álbum Catarse Sobre a Lixa
album cover
Data de lançamento30 de novembro de 2024
SeloTak e Igor Cyano [dist. Tratore]
IdiomaPortuguês
Melodicidade
Acusticidade
Valence
Dançabilidade
Energia
BPM89

Créditos

INTERPRETAÇÃO
Tak
Tak
Interpretação
Igor Cyano
Igor Cyano
Interpretação
COMPOSIÇÃO E LETRA
Tak
Tak
Composição
Igor Cyano
Igor Cyano
Composição
PRODUÇÃO E ENGENHARIA
Igor Cyano
Igor Cyano
Produção

Letra

O sol lava o meu rosto, natural, como tem que ser
Sem me perguntar: o que me fez sofrer?
Logo avisto meus mano num canto, trocando ideia e manobrando
Pulando por cima das merdas da vida
Alongando o meu corpo e a mente analisa
A melhor forma de traduzir minhas fitas
E isso tudo é usual, como o sol que me lava, isso é tudo natural
Meu instinto e reflexo aguçam
No meio do meu caminho tinha uma pedra
Foi com remo e com meu pop que eu pulei por cima dela
Até a memória muscular começa a fazer por conta própria
E toda vez que erro, redefino minha derrota
Escrevendo minha história nesse chão
Suor, sangue, muita glória e frustração
O que se passa no fundo da mente dos irmãos?
O skate vira arte ao pensar com seu coração
É alquimia pura, a magia de transmutar
Modificar o seu redor a fim de a seu gosto ficar
É nosso esporte, mas não vem botando nota
Não me encaixo nessas regras de fivela, couro e bota
E aqui tá sempre aberto pra quem quiser dar uma passada
Até os bota vêm, mas são os ?gravatas? que embassa
Em cima da prancha
A resistência atinge o céu
E se ela quebra, isso é amor, isso não é guerra
Caralho, meu mano! Quanto tempo que eu não te vejo
Tantas histórias e memórias que guardo dentro do peito
Como vai a vida no mundo traiçoeiro?
Continua um eterno goofy? Bem ligeiro?
Desconfortável num lugar familiar
Pique um estranho no ninho
Não sei onde eu vou ficar
Várias caras na minha frente
Que me fazem pensar
Em um passado não distante
E os manos que deixei lá
Pior que minha vida tá o pior a ser vivida
Eu acordo muito tarde pra poder viver o dia
E eu sei que em céu escuro as estrelas reluzem mais
Mas filtraram meu espaço, com merda, enxofre e gás
Eu não aguento mais, tá num espaço convidativo
Vejo uma pá de coisa e não me sentir atraído
Tirando o som da roda e do pop no meu ouvido
E confesso, que saudade disso
Com a prancha eu surfo no ar
Não só no meu chão, em qualquer fragmento do meu pensar
E fica a teu critério se julgar
Se vai buscar o certo e a ?responsa? de melhorar
É que o Skate é arte e minha prancha carrega vida
Me orgulho dos meus tombos e de todas as feridas
Traga luz à escuridão e descubra o que vive ali
Limpe o filtro e a viseira com a lixa do seu kit
Minha luta sempre foi em cima da lixa
E eu não repito porque eu sei que ?cê acredita
Que a incerteza não consuma e que seja o gás pra sua vida
E que seja tão bela e singela quanto um ollie que alivia
Sua luta pode ser em cima da lixa
É só você querer não ligar pra quem não acredita
E se a incerteza consumir, faça disso um gás pra vida
E que seja tão bela e singela quanto uma remada na Rondon no por do sol, 6 horas da tarde, vento fresco, os carros passando
E você indo na contramão de tudo que acreditava ser verdade
E até maximizar essa avenida, eu vou levar muito tombo, ralado, lesão, ser expulso de pico, taxado de marginal e sem nada pra fazer
Seu novo cheiro vai ser fedido, mas o suor das tentativas vão te render litros de satisfação, caráter e coração
Na verdade, não é sobre quantas coisas você sabe ou consegue fazer, é sobre ter a disposição de errar e continuar tentando
Analisar a situação e arrumar o melhor jeito pra não repetir o mesmo erro
O primeiro passo para acertar, é errar, e esse é apenas um dos estágios dessa dança entre fracasso e progresso.
Written by: Igor Cyano, Tak
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