album cover
Sirenes
3,824
Hip-Hop/Rap
Sirenes was released on January 6, 2017 by Altafonte Portugal, Lda. as a part of the album AClara
album cover
AlbumAClara
Release DateJanuary 6, 2017
LabelAltafonte Portugal, Lda.
LanguagePortuguese
Melodicness
Acousticness
Valence
Danceability
Energy
BPM59

Music Video

Music Video

Credits

PERFORMING ARTISTS
Piruka
Piruka
Performer
COMPOSITION & LYRICS
André Silva
André Silva
Songwriter
PRODUCTION & ENGINEERING
CHARLIE BEATS
CHARLIE BEATS
Mixing Engineer, Producer

Lyrics

[Verse 1]
Desde criança que eu ouço sirenes e não, não
Não quero isso pra minha vida, a rua nunca foi saída
Desde criança que eu ouço sirenes e não, não
Não quero isso pra minha filha e, por isso, procurei mudar de vida, mas
[Verse 2]
Desde criança que eu ouço sirenes e não, não
Não quero isso pra minha vida, a rua nunca foi saída
Desde criança que eu ouço sirenes e não, não
Não quero isso pra minha filha e, por isso, procurei mudar de vida, mas
[Verse 3]
Se a rua chama por mim, eu não posso tirar o pé
Bandido desde puto, meu tropa, tu queres o quê?
A minha vida era loucura, o meu futuro era a cana
Mas tirei o pé da lama e mantenho a minha fé
[Verse 4]
Agarrei-me ao rap com unhas e dentes
Fiz o que tinha a fazer e não falhei o compromisso
Todos diziam: "Tu vais ser como o teu pai"
E a minha cota dizia: "Tu não podes papar disso"
[Verse 5]
Vi lágrimas e sorrisos
E vi muito subir montanhas pa' cair do precipício
Vi tanto a ficar na merda, a cair sem paraquedas
Na rua a cravar moedas, pa' poder matar o vício
[Verse 6]
Ossos do ofício
Eu na minha vida louca pro meu próprio benefício
Não se passa nada, hoje 'tou trancado no estúdio
Enquanto muito 'tá de viagem com jarda no orifício
[Verse 7]
Manda vir, há muito na corrida, 20 pacotes no bolso
E o homem pronto pa' rotina
O que é que queres ? Sou o louco da família
Vais-me apanhar no mato a dar c'os cornos na batida
[Verse 8]
A vida sobe e desce, tu cresce com ela
Desde puto que sou peste, não pintes a minha tela
Tu sempre soubeste o que é uma vida bela
Não venhas pa' aqui dizer que saíste da favela, boy
[Verse 9]
E é só naquela, boy, se a nossa vida dói
E há muito motherfucker que anda a falar sem saber
Toma, boy, se a minha dica mói
É porque pinto o que sinto e não minto a escrever
[Verse 10]
Eu agora quero é viver e, como deves saber, quem não deve não teme
Sempre o mesmo soldado mas sou um homem mudado
Cansei de ser acordado com o barulho da sirene, tropa
[Verse 11]
Desde criança que eu ouço sirenes e não, não
Não quero isso pra minha vida, a rua nunca foi saída
Desde criança que eu ouço sirenes e não, não
Não quero isso pra minha filha e, por isso, procurei mudar de vida, mas
[Verse 12]
Desde criança que eu ouço sirenes e não, não
Não quero isso pra minha vida, a rua nunca foi saída
Desde criança que eu ouço sirenes e não, não
Não quero isso pra minha filha e, por isso, procurei mudar de vida, mas
[Verse 13]
Se eu não mudo o que sou e o meu som vem da rua
Não posso largar o mundo que me criou
Há muito que pensa que avança e não avança, só recua
Quando vês a lua é que o meu dia começou
[Verse 14]
Tu aclara a mente, bro, yau
O jogo que tu jogas, o teu mano já jogou
Por isso tu não dês pa' player, quando a coisa fica feia
Vais chamar a plateia, a plateia bazou
[Verse 15]
Aqui é cada um por si
A vida é uma merda mas tens de viver
Tu olha por ti
Agarra na tocha e tenta acendê-la
[Verse 16]
Andei na má vida e não era uma vida má
Se a guita comanda a vida, mano a guita 'tava cá
Era um malabarista na pista mas olha lá
Se eu não fizer aparecer, a mim, ninguém mo dá, boy
[Verse 17]
Índios e cowboys, aos molhos, lá na zona
No meu gueto, o mandamento é abre o olho e fecha a boca
E pa' todo que 'tá lá dentro, parado no tempo
Brother, espera o teu momento, porque a nossa vida é longa
[Verse 18]
O meu rap é bomba, yau
Dizem que o meu rap é bala, mau
Qualquer dia 'tou de cana à pala da merda da fama
Querem-me fazer a cama mas, mano, eu digo tchau
[Verse 19]
Na lama, eu 'tive mal, hã
És o social do bairro, eu sou do bairro social
Hoje, dou uso ao meu talento, agora a Clara o sentimento
'Tá na cara o momento do aumento capital
[Verse 20]
Repara, a minha gente é diferente do igual
Na cara o sentimento, senti menos que o normal
Sentes o meu batimento, eu sinto o meu orçamento
E, graças a nossa senhora, a nossa gente não 'tá mal, boy
[Verse 21]
Desde criança que eu ouço sirenes e não, não
Não quero isso pra minha vida, a rua nunca foi saída
Desde criança que eu ouço sirenes e não, não
Não quero isso pra minha filha e, por isso, procurei mudar de vida, mas
[Verse 22]
Desde criança que eu ouço sirenes e não, não
Não quero isso pra minha vida, a rua nunca foi saída
Desde criança que eu ouço sirenes e não, não
Não quero isso pra minha filha e, por isso, procurei mudar de vida, mas
Written by: André Silva
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