album cover
Trabalho
56
Rap
Trabalho was released on September 28, 2015 by NERVE as a part of the album 'Trabalho & Conhaque' ou 'A Vida Não Presta & Ninguém Merece a Tua Confiança' (T&C/AVNP&NMTC)
album cover
Melodicness
Acousticness
Valence
Danceability
Energy
BPM84

Music Video

Music Video

Credits

PERFORMING ARTISTS
Nerve
Nerve
Performer
COMPOSITION & LYRICS
André Guerreiro Pinto
André Guerreiro Pinto
Composer
TIAGO FILIPE DA SILVA GONCALVES
TIAGO FILIPE DA SILVA GONCALVES
Songwriter

Lyrics

Acordo e sinto o cheiro a morto, cá dentro.
Lá fora, a esgoto. Estou lento.
Só penso: eu sou tão novo, eu não vou.
Ou vou, não sei. OK, mas só porque tenho de ir.
E nisto, apanho a carteira, móvel, chave. O tempo é pouco.
Apanho aquele sol matinal, o comboio na marginal.
Se picas caçam, a mim não. Tu estás louco?
Chego ao emprego, com medo.
Tremo como varas verdes.
Patrão com sede de sangue,
eu minto com todos os dentes.
A culpa é do tempo. Adoeci.
Parti uma perna. O apartamento pegou fogo.
Estive a salvar a Terra.
Por favor, não me tire o posto.
Não tenho fundos nem fôlego.
Atire-me para o meu cubículo e eu juro que trabalho o dobro.
Eu juro que hoje trabalho o dobro.
Eu trabalho o dobro.
Eu juro que amanhã trabalho o dobro.
Eu trabalho o dobro.
Eu hei-de trabalhar até cair morto.
Vá lá, não me tire o emprego,
eu não vou falhar de novo.
Eu não vou falhar de novo.
Eu não vou falhar de novo.
Eu juro que amanhã trabalho o dobro.
Eu trabalho o quê?
Vou trabalhar até cair morto.
Vá lá, não me tire o emprego.
Eu não vou falhar de novo.
Então não me tire o emprego. Eu prometo.
Eu juro que hoje trabalho o dobro.
Não tenho fundos nem fôlego.
Atire-me para o meu cubículo e eu juro que trabalho o quê?
Eu trabalho o dobro.
Então não me tire o emprego. Eu prometo.
Eu juro que amanhã trabalho o dobro.
Não tenho fundos nem fôlego,
então atire-me para o meu cubículo
e eu juro que trabalho o que for
preciso para ser digno.
Parabéns, apanharam-me.
OK, eu juro que não estava à espera
que fosse tudo smog, fumo, stress, fast food.
Pressa é costume.
Prédios, semáforos, passadeiras.
“Boa viagem. O título é válido”.
Olhar metálico.
De volta aos papéis, com algarismos, apelidos,
cálculos, endereços, tabelas, preços, scripts e gráficos.
Configurar parâmetros. Tipificar registos.
Tomar decisões, numa de: isto é ou não é procedimento.
Clientes estúpidos.
“Odeias? Não és o único.
Paciência. Cubo de Rubik.
Tu não te esqueças: o teu cubículo não é o teu estúdio.
Tu aqui és só mais um, pára de te armar em músico.
Volta para CPU’s e passwords. Resultados, hoje.
Sim senhores. Dá-me nomes. Refila pouco.
Tu nem sais.
Tu és do tipo televendas, fumo, insónias,
hipertensão, falta de atenção e má memória.
Queres a glória? Ela é para membros produtivos.
O ponto alto do teu dia? Eu digo: estás despedido.”
Written by: André Guerreiro Pinto, TIAGO FILIPE DA SILVA GONCALVES
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