album cover
Leme
29
Hip-Hop
Leme was released on September 3, 2021 by Contentor Records as a part of the album Assim Como Vai
album cover
Release DateSeptember 3, 2021
LabelContentor Records
LanguagePortuguese
Melodicness
Acousticness
Valence
Danceability
Energy
BPM89

Credits

PERFORMING ARTISTS
Sitah Faya
Sitah Faya
Performer
Spock
Spock
Performer
Ben António
Ben António
Remixer
COMPOSITION & LYRICS
Hugo Emanuel Luis Rafael
Hugo Emanuel Luis Rafael
Composer
Sara Sofia Cabrita Matias
Sara Sofia Cabrita Matias
Songwriter
PRODUCTION & ENGINEERING
Spock
Spock
Producer
Mr Papz
Mr Papz
Mastering Engineer

Lyrics

Contentor records,
spk.
Ele dizia
que gostava mais assim
mas eu dizia
que gostava mais de mim.
Enquanto lia,
ele ouvia-me em latim.
Acompanho-me num gin.
Tive
tantas vezes nesta casa.
Não detive
aquela traça
— um espécime que consome o
meu casaco cor mostarda;
(que sublime me ficava)
eu usava-o nos dias em que
costumava:
Estar sem brasa,
querer o sol,
estar mais brava,
menos mole
e ver a casa,
mas de fora.
Mas de fora...
De outro solo.
Aqui não há mais pegadas,
sem a pressa de agarrá-la,
sou pandora.
Também sei morrer descalça.
Está na hora
de ausentar-me,
que sentar-me?!
Eu vou correr daqui para fora!
Não casar-me
para cansar-me
com Epimeteu
ou com um primo teu.
Ele não Prometeu...
(Também já me doeu.)
Agora eu sou mais eu,
tu tens de ser mais teu.
Aqui eu digo que o presente
já me importa.
Eu estou ciente da vitória
ou da derrota.
Este vento que me corte,
persistente aquela
porta — e além dela,
o que é que contas?
O que conta é dar a volta.
Eu estou decente,
vi a gente
que ainda brota.
Havia a gente
que não volta.
Estou ausente,
mas voltei.
De repente
estou aqui — eu de rompante —
pé assente,
a tomar nota do que sei.
Confidente da corrente
desta onda que me toca,
não me choca quem não veio.
Tenho tacto,
sorte por tê-lo notado ainda a
tempo,
sempre no meu templo
— música a bater no tempo —
não fugi do meu acento,
eu estou contente com o que tenho,
estou consciente que de onde venho
ninguém deu pelo empenho
nem por isto.
Mas ainda apareço e aparento,
viste?
Lá estás tu sentada à porta;
eu vivi na tua aorta,
volta!
Queria voltar àquela nossa ideia
idiota
de fugir.
(Quererias ter sabido
que terias pés para ir.)
Aqui estou eu a abrir o que tenho
em mim.
(Já me podes aplaudir ou agredir)
Vou-me erguer sem assentir,
aderir-me e ser de mim.
Assistir-te ou atrair-te
a seres tão boa a ser de ti também.
Tu podes ser, eu sei...
Que vou vestir
cada abraço que a mim me der.
Coexistir ou colidir
e venha o que vier,
vim concluir ou confundir-te
mas nasci mulher
para consistir
e decidir
aquilo que quiser!
Eu vou dormir
ou eclodir só para seres sincero
e então rugir sem desistir;
tu não ‘tavas à espera
que eu fosse tão capaz,
que eu fosse assim tão bera.
Nunca soube ser capacho,
que em paz
não estar à espera!
Tenho uma mente que peca,
que te inventa e te observa...
Juntos somos duas peças;
ora pensa:
Se a essência é a mesma,
somos esquema desta era
e a terra que me enterra
e que te integra
é a mesma.
E eu só sei ser a mesma.
E tu?
E tu dizias
que gostavas mais assim
mas eu dizia
que gostava mais de mim.
Enquanto lia,
tu ouvias-me em latim.
Acompanha-me num gin,
longe do exagero de mim.
(Longe do exagero de mim)
Written by: Hugo Emanuel Luis Rafael, Sara Sofia Cabrita Matias
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