album cover
Orla
119
Hip-Hop
Orla was released on October 29, 2021 by RAIA as a part of the album Trochilidae
album cover
Release DateOctober 29, 2021
LabelRAIA
LanguagePortuguese
Melodicness
Acousticness
Valence
Danceability
Energy
BPM92

Credits

PERFORMING ARTISTS
Cora
Cora
Performer
Jackie
Jackie
Performer
Tilt
Tilt
Performer
COMPOSITION & LYRICS
Ines Monteiro de Carvalho Trindade
Ines Monteiro de Carvalho Trindade
Lyrics
André Miguel Augusto dos Santos
André Miguel Augusto dos Santos
Lyrics
Guilherme das Neves Raposo
Guilherme das Neves Raposo
Songwriter

Lyrics

Fui sucumbido
Desde a orla do mar
Onde tudo começou intacto no primeiro dia de mim
Desde a orla do mar
Onde vi na areia as pegadas triangulares das gaivotas
Eu 'tou a dar o sermão aos peixes
Peço que a lucidez não me deixe, eu só desejo (Só desejo)
Parti as portas, por favor não as feches
Na maré, perdi-me nas mágoas
Corrente, 'tou presa nas águas
Relativas manhãs pesadas
É tudo mentira, eu largo-as
São lagoas, poços de sofrimento
Ponho-me de joelhos, não sentir o julgamento (Da orla do mar)
Não penso no envelhecimento
Quanto tempo tem o tempo?
Desaguei, fiquei, virei fóssil
Arranquei, pensei que sou móvel
Limpei, deitei, fiquei dócil
Mandei, chorei, sou imóvel
Pura vida lisa, glorifica, analisa
Solta silêncio, avisa, glorifica, paralisa (Contra tudo)
De todos os cantos do mundo, o mais belo, mais profundo
Eu vim lá do fundo, por tudo, nada mudo
Onde me uni ao mar, ao vento e à Lua
Mesmo que morra, a jornada continua
Deixo a minha parte, roubo a tua
Vamos deixar que a eternidade flua
Eu sou muda, eu sou louca
Eu 'tou fula, eu 'tou mouca
Sou muda, sou louca
Eu 'tou fula, eu 'tou mouca
Eu sou muda, eu sou louca
(Eu sou louca)
(Está tudo bem) Yo
Calma, conta até dez
Usa os pés para inverter marés, essa corrente de circos e cabarés
Anda se és uma candidata ao Tejo, que lés-a-lés visita a ponte
Aquela que eu ocupo à ponta, mas sem ficar tonto
É só uma aragem, a vida é uma brisa que passa pela cara
Frisa aquela ruga de auto-sabotagem
Pisa o pedal até à Lisa, agarrada ao volante
Sem carácter, anulando-te, viras cadáver ambulante
Olho p'ó relógio a ver se vivo mais tempo
Onde não existe "nunca", quanto mais "sempre"
Como é que teria a miúda
Num jogo mais viciado que a minha bateria
Que verte ácido, e agonia aguda?
Eu mantenho a minha fome a ver a comida render fria
De plástico, como soldados à mercê da serventia
Postura tipo que toda esta acidez nem influencia
Onde a sanidade é loucura, e a lucidez é doentia
Ela diz
Eu sou muda, eu sou louca
Eu 'tou fula, eu 'tou mouca
Sou muda, sou louca
Eu 'tou fula, eu 'tou mouca
Eu sou muda, eu sou louca
(Eu sou louca)
Eu 'tou a dar o sermão aos peixes
Peço que a lucidez não me deixe, eu só desejo (Só desejo)
Parti as portas, por favor não as feches
(Desde a orla do mar
Fui sucumbido)
Written by: André Miguel Augusto dos Santos, Guilherme das Neves Raposo, Ines Monteiro de Carvalho Trindade
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