album cover
Metaverso
6
Hip-Hop/Rap
Metaverso was released on November 25, 2022 by Jardim do Flow as a part of the album Metaverso - Single
album cover
Release DateNovember 25, 2022
LabelJardim do Flow
LanguagePortuguese
Melodicness
Acousticness
Valence
Danceability
Energy
BPM83

Music Video

Music Video

Credits

PERFORMING ARTISTS
Fabio Brazza
Fabio Brazza
Performer
Noturno84
Noturno84
Performer
Jardim do Flow
Jardim do Flow
Performer
COMPOSITION & LYRICS
Fabio Brazza
Fabio Brazza
Songwriter
Paulo Eduardo Braga Brasil
Paulo Eduardo Braga Brasil
Songwriter

Lyrics

O futuro não é um desenho dos Jetsons
Os novos Thomas Edinsons
Querem dominar o mundo
Através dos seus headphones
Vocês estão preocupados com as ações da Dow Jones
Escuta meus sons
Eu to tão à frente que até o Elon Musk quis comprar minha mente
É sério bro, querem congelar meu cérebro
Olha o Brazza com o mic na mão
Irmão, é tão incredible
Quando eu rimo eu assino um cheque sem fundo
Sem precisar de money
Eu agora me sinto o homem mais rico do mundo
Pergunto
Vocês precisam assinar quantos cheques?
Pra sentir o que eu sinto toda vez que eu canto meus raps
Space X quer achar vida em outro planeta
Duvido achar mais vida que essas que eu botei na minha letra
Eu sinto que alguém me vigia (Quem?)
Eu sinto que alguém me controla
Com o telefone no bolso tem um espião na minha cola
Seria FBI ou CIA?
Eles querem que eu compre em dólar
Mas se eu ganhasse numa loteria
Eu faria o mesmo que faço agora
Então pergunta lá pro Mark Zuckerberg
Quem é que vigia os mendigos que estão na rua sem albergue?
Indigentes dos dados não servem pra dar lucro pro sistema
E nem no Google Street Views tem quem os enxergue
Nao quero meus pés na calçada da fama
Enquanto houver os pés descalços na calçada da fome
São Paulo seus predios sao lindos
Mas enquanto tiver gente dormindo na rua
O Hip Hop nao dorme
Viva o progresso
Onde a realidade e tao sordida
Que a felicidade e viver no metaverso
Ainda bem que eu tenho a caneta e o verso
E o sonho e ter a senha de acesso
Viva o progresso
Onde a realidade é tão sórdida
Que a felicidade e viver no metaverso
Ainda bem que eu tenho a caneta e o verso
E o sonho e ter a senha de acesso
Nem sempre minhas palavras agradam
Às vezes agridem e quando colidem matam
Veias dilatam
Os pulsos palpitam
Expulso meus demônios
E escuto quando os neurônios gritam
Meu cérebro cria sinapses
Minha mente cria sinopses
E as minhas ideias atingem ápices
Pensamento se eleva como Acrópoles
Eu escrevo a realidade de lápis
Não em lápides
Fui lá pedir pra Sócrates
Não toma cicuta, me escuta
Mas ele preferiu ouvir o que o copo diz
E entre o que o homem fala e o que o homem vive
E a diferença entre ter liberdade e ser um homem livre
Para que a gente suporte o mundo em decomposição
Precisamos de doses de alienacao mais forte
Ninguém mais quer pensar
A profissão poeta tá em extinção
Como ursos no polo norte
Viver da arte e resistência nessa sociedade em decadência
A onde toda arte é só um produto
E o que não vende vai pro duto
Pra algum esgoto do algoritmo
Onde jaz mais um diamante bruto
Nessa prisão moderna
As grades nao sao feitas de medo
Mas de prazeres
E através do seus quereres
Aumentam seus alqueires
Presos, nas nossas vontades tão pueris
Com a caneta e o papel tento cavar um túnel
Que me tire dessa tela, dessa cela ,desse cel.
Hoje ja nao sei se cavei uma saída
Ou cavei minha própria cova sonhando em alcançar o céu
Written by: Fabio Brazza, Paulo Eduardo Braga Brasil
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