album cover
Sou Bem
21
Hip-Hop
Sou Bem was released on May 3, 2023 by Fosco Records as a part of the album Sou Bem - Single
album cover
Release DateMay 3, 2023
LabelFosco Records
LanguagePortuguese
Melodicness
Acousticness
Valence
Danceability
Energy
BPM122

Credits

PERFORMING ARTISTS
Johnny Virtus
Johnny Virtus
Performer
COMPOSITION & LYRICS
João Rodrigues
João Rodrigues
Songwriter

Lyrics

Fico até às tantas a refletir pra encontrar um nome
As minhas confissões têm dito que os gritos não se ouvem
Não se ouvem
Não sou bem
Por dentro os meus gritos não se ouvem
(mas pesam-me o corpo)
O que esperam que eu seja, eu não sou bem
Por onde eu posso ir
Nunca soube bem
(Explica de novo)
Por dentro os meus gritos não se ouvem
(mas pesam-me o corpo)
O que esperam que eu seja, eu não sou bem
Por onde eu posso ir
Nunca soube
Tou exausto de me encontrar no ideal
De garantir o meu caráter e a moral
Pessoas, são precisas várias pra te dar aval
E quando só dás por ti, vês quantas delas é que vales
E é quando eu chego a casa que ainda me olho no plural
A contar os que ainda sou com uma postura vertical
E reparo que há uma angústia que me acena no final
De insistir com tantas vénias e uma dor na cervical
Já muito eu sei sobre esta calma
Com o meu corpo cheio de espaço na cama
Expectante de que uma plateia aplauda
Cansado em saber como a minha insónia me ama
Consciente de como traí a minha alma
E lentamente um pouco mais entorpecido
Eu despejei tudo o que há de culpa num trauma
Não ter sucesso é um crime não cometido
Eu tou a limitar o meu espaço
Mas a contar com o dia seguinte
E.se, eu também sinto o desgaste
Por dar o que em mim não existe
O redor supera a liberdade
Que eu julgava ser o meu motivo
Mas essa prisão tá-me a mudar
Eu fui para o fundo a gritar
Por dentro os meus gritos não se ouvem
(mas pesam-me o corpo)
O que esperam que eu seja, eu não sou bem
(nunca estive pronto)
Por onde eu posso ir
Nunca soube bem
(Explica de novo)
Por dentro os meus gritos não se ouvem
(mas pesam-me o corpo)
O que esperam que eu seja, eu não sou bem
Por onde eu posso ir
Nunca soube
Prometi-me inúmeras capitais
O fumo branco do palco, os prémios desses canais
Que me fizeram questionar o tamanho da minha sala
Lamentar o que consegui com o tamanho da minha fala
Na ressaca de eu me conhecer melhor a apanhar a farda
A mentir à minha mãe o desprezo que me encurrala
Volto a esta viagem a cada vez que um dia acaba
Da mochila a tirar roupa com os sonhos todos na mala
Eu nunca tive pronto
Admito, ainda dou por mim cheio de humanidade no avesso
Eu nunca tive pronto
Manifesto-me a condenar o erro e a praticá-lo em segredo
Eu nunca tive pronto nem tão certo
Pra quem ainda supõe que eu acertei no meu ingresso
Mas eu já não me oponho a que a verdade me concerte
Mesmo que o meu norte ainda vos fique muito a leste
Não sou bem o que dependeu da minha crença
Talvez nem ela própria tampouco me reconheça
Escuta bem, se tu fores bom nunca te esqueças
Para o conseguires provar
O que é importante é que o pareças
Nas entranhas eu contei uns quantos vícios
Movi montanhas a pensar nos precipícios
Se sentes a mesma intensidade eu tou contigo
Mas pra tu contares comigo
Tenho de fazer melhor do que isso
Por dentro os meus gritos não se ouvem
(mas pesam-me o corpo)
O que esperam que eu seja, eu não sou bem
(nunca estive pronto)
Por onde eu posso ir
Nunca soube bem
(Explica de novo)
Por dentro os meus gritos não se ouvem
O que esperam que eu seja
Eu não sou bem
Written by: João Rodrigues
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