album cover
Travessia
8
Hip-Hop/Rap
Travessia was released on March 14, 2025 by Samora N'zinga as a part of the album GINGA - Single
album cover
Release DateMarch 14, 2025
LabelSamora N'zinga
LanguagePortuguese
Melodicness
Acousticness
Valence
Danceability
Energy
BPM72

Credits

PERFORMING ARTISTS
Samora N'zinga
Samora N'zinga
Performer
Vitor Akin
Vitor Akin
Performer
Tamara Franklin
Tamara Franklin
Performer
COMPOSITION & LYRICS
Samora N'zinga
Samora N'zinga
Songwriter
Tamara Franklin
Tamara Franklin
Songwriter
Vitor Pereira de Souza
Vitor Pereira de Souza
Songwriter

Lyrics

No ventre da terra onde a vida se encerra, é tudo preto
Na reza que as almas se abrigam no Amenta, é tudo preto.
Dentro da semente a vida recomeça e é tudo preto.
Viver debaixo da bota, não. Prefiro morrer desse jeito
Sem caô que a ROTAM cata, mata: tudo preto!
Lekin se joga, se droga e eles falam que “é tudo preto”.
Descaso, quatrocentos anos de atraso: tudo perto.
E não é sobre errado ou certo. Foda-se que eu vim sem medo.
Pipa avoadona mesmo, sempre trabalhei dobrado
Morrer me soou descanso, Kaviungo abriu seus braços.
Tá gelado? Porque veio?
Guerra eu vim pro arregaço,
caio, mas caio atirando. Ce também morre arrombado!
Louvei as almas. Saltou do navio e se escondeu na barra da saia de Kayaya.
Canudos, Malês, Palmares, Vacina, Chibata : louvei as almas!
Pedi disposição dobrada. O Tempo ainda é rei e eu sei
Por isso não deitei pra nada.
Sonhei com soldados se erguendo no Vale e é tudo preto,
Frutos das sementes que os herois regaram e é tudo preto.
Dentro da semente a vida recomeça, e é tudo preto.
Gerações me ressuscitam para vingar aneis e dedos.
O ouro do rio que corta a muralha ilumina a flecha do rei caçador
Mesmo que hoje eu perca essa batalha é certo que a guerra não acabou
Resisto firme desde A’Zagaia, dança da luta que a Ginga criou
Mesmo que hoje eu perca essa batalha é certo que a guerra não acabou (x2)
Nascido em terras distantes, sem saber o próprio nome (hey, oh)
Pisantes e diamantes, criam na alma a fome (oh, hey)
Na favela escorre sangue, onde o bicho e a bala come (Grr)
Guerras não são o bastante, para silenciar o homem (Grr)
Filho de guerreira Bantu, rebatizado com nome de santo
Ancestral vive na dança, na terra no sangue e no encanto
Na língua, poesia, na fé, engenharia, ciência, na mente e no canto
Tudo preto como a noite e ainda pintam de branco
E essa cor é de Oxalá, Lembá! lembra?
Nkise, Orixá, pemba, para guiar
Os irmão na travessia, na fria água do mar
no limite dessa vida, queria meu patuá
Deixa a mente voar, pra muito além do horizonte,
Do tempo, da vida, da guerra, da ponte.
E o pesadelo nessa travessia, quebra a memória da fonte
Guardam tão fundo que poucos em vida se lembram de onde
Meu povo é a base dos Sumérios, inverto critérios
Império em ruínas não, das ruínas um império
Perco o Norte e acho o Sul, esse é meu hemisfério
Na ferida Kavungo Omulu, fé e seus mistérios
Culto da cruz que coloniza é o berço do ateu
Transformar o barro em mundo é o conceito de Deus
Canta no sétimo dia quem trabalhou e colheu
Esperança e sabedoria, do nada ao apogeu
Século vinte-e-um, pandemias e colônias
Na América do Sul, militares do umbral
Mais um ditado comum, morte a quem se oponha
Cruzei o mar azul, vi que isso não é o final
O ouro do rio que corta a muralha ilumina a flecha do rei caçador
Mesmo que hoje eu perca essa batalha é certo que a guerra não acabou
Resisto firme desde A’Zagaia, dança da luta que a Ginga criou
Mesmo que hoje eu perca essa batalha é certo que a guerra não acabou (x2)
Written by: Samora N'zinga, Tamara Franklin, Vitor Pereira de Souza
instagramSharePathic_arrow_out􀆄 copy􀐅􀋲

Loading...