album cover
Moleque
5
Hip-Hop/Rap
Moleque was released on November 14, 2025 by The Sá Música as a part of the album A SEMENTE - EP
album cover
Release DateNovember 14, 2025
LabelThe Sá Música
LanguagePortuguese
Melodicness
Acousticness
Valence
Danceability
Energy
BPM73

Credits

PERFORMING ARTISTS
Sta Planta
Sta Planta
Performer
Shess
Shess
Performer
Rafinha Silva
Rafinha Silva
Acoustic Guitar
luk
luk
Choir
Phee Mabel
Phee Mabel
Choir
Alma Clark
Alma Clark
Choir
Dêfa
Dêfa
Electric Guitar
Rodrigão
Rodrigão
Bass Guitar
Pedrinho
Pedrinho
Drums
Bebeto Sorriso
Bebeto Sorriso
Percussion
tom
tom
Keyboards
Simone Malafaia Frederico de Sá
Simone Malafaia Frederico de Sá
Music Director
Tml
Tml
DJ
COMPOSITION & LYRICS
Rodrigão
Rodrigão
Songwriter
Leonardo Marques Ornelas
Leonardo Marques Ornelas
Composer
Simone Malafaia Frederico de Sá
Simone Malafaia Frederico de Sá
Composer
PRODUCTION & ENGINEERING
Fernando Santana
Fernando Santana
Mixing Engineer, Mastering Engineer
Delano
Delano
Recording Engineer

Lyrics

[Chorus]
Olha o moleque nos jornais
Olha o moleque nos jornais
Nas notícias criminais
Oi, nas notícias criminais
O crime de viver, ele é culpado
Antes de nascer, já foi julgado
[Verse 1]
Moleque criado em favela, descia com truques pros sinais
Mas bacana, nenhum dava trela, triste filme, não sai de cartaz
Oportunidade não falta pra moleque ficar na escolta
Se os homem brota é só tacar fogo
Que o rojão que alerta todo morro, olha aê
[Verse 2]
Traído por novos e falsos parceiro, esqueceu dos antigo e amigo verdadeiro
Moleque maloqueiro, consciente, guerreiro, servente faxineiro, aprendeu ser pedreiro
Foi vida louca, época dos morteiros, ator principal de jornal sem roteiro
Pivete 1-5-5, rodou por uma bola
Moleque 1-5-7, que queria um tênis de mola
Depois outra esmola, depois outra esmola, depois outra esmola, depois outra esmola
Até que o sistema chega e degola, onde a mãe não vê quando o filho chora
Mas Lili vai cantar, pros irmão, lá na prisão
[Verse 3]
Governo investe em segurança, roubando verba da educação
Filme real que não sai de cartaz e não conta com elenco de atores globais
Glamour de Óscares ou algo a mais, só figuração de vítimas fatais
Realidade de toda favela que não é retratada em nenhuma novela
Passa na tela da televisão e falta horário nobre pra educação
Favelado é um baque em páginas sociais, acostumado ao destaque nas policiais
Gueto prolifera em qualquer país da terra
Piloto só pede a paz, já cansado de tanta guerra
[Chorus]
Olha o moleque nos jornais
Olha o moleque nos jornais
Nas notícias criminais
Ô, nas notícias criminais
O crime de viver, ele é culpado
Antes de nascer, já foi julgado
[Verse 4]
Seja em Trenchtown, Bronx, Pretória, Brasil, Vidigal, tudo mesma história
Ser pobre no mundo, um crime escrachado, bebê da barriga nasce condenado
Criado em favela, beco, viela, bolado com a vida, cansou de balela
Moleque de morro roda na cidade, é foda, incomoda na universidade
O mesmo que aprova maioridade e reprova a própria dignidade
Ele só pensa em si, seu eu pessoal e melhor estadia é o planalto central
Antes disso o safado, larápio, covarde, veio comprar voto na comunidade
Escravocratas, desigualitários de terno e gravata, todos mercenários
[Verse 5]
Colocam uma venda na população e vendem sua venda ao povo distração
Cortina de fumaça, o guri de intratec, embaça a trapaça e os desvios do mec
Pó vem de avião, chega em atacado
Avião vende pó, em varejo e é o culpado?
Bandaid na treta rendendo o plantão, bandido na caneta fodendo a nação
E se o povo gritar, pega ladrão, fecha o senado, inaugura a prisão
Ação na favela só corta capim, educar é a raiz ou barbárie sem fim
Sabotando seus pais, avós e demais, o moleque é rotina em jornais criminais
[Chorus]
Olha o moleque nos jornais
Olha o moleque nos jornais
Nas notícias criminais
Oi, nas notícias criminais
O crime de viver, ele é culpado
Antes de nascer, já foi julgado
[Verse 6]
Mais uma vez o escroque invadiu, a casa do povo e rapou o que viu
Bandido profissa tem imunidade, a lei autoriza e fornece a passagem
Descobrimento do Brasil, ha, chalaça, hum
Estupro coletivo e assalto à mão armada
Super fatura com a empreiteira, murmura na conta da lei ruaneira
Pé de laranjeira, família inteira, as podre caíram e foram eleitas
Mãos ao alto, isso é um assalto, tu tem o direito de ficar calado
Branco engomado usurpou um bilhão, mas foi liberado
[Bridge]
Uma semente precisa de condições férteis pra florescer
O estado tem que cumprir suas obrigações elencadas na Constituição Federal
Inclusive informando o cidadão sobre os seus deveres
[Verse 7]
Do gabinete tomando whisky e fumando charuto, só dando palpite
Pra testa de ferro, mas fica na toca, te considerando cara de minhoca
Te mete um anzol, no meio do rasgo, te expõe como isca, rebola danado
Teatro zoado onde o figurante morre sem nome e o herói morre fardado
Investir no ser humano é a única solução pacífica de conflitos
Se tivesse que pagar pra entrar no céu, pobre não morria
Nem de fome, nem de fome
Nem de fome, nem de fome
[Bridge]
Pobre não morria
Nem de fome
[Outro]
Nem de fome
Written by: Leonardo Marques Ornelas, Rodrigo Santos Constancio, Simone Malafaia Frederico de Sá
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