album cover
¡ AIBOFOBIA !
726
Hip-Hop/Rap
¡ AIBOFOBIA ! was released on November 21, 2025 by Sente Isto, Lda. as a part of the album WONDER
album cover
AlbumWONDER
Release DateNovember 21, 2025
LabelSente Isto, Lda.
LanguagePortuguese
Melodicness
Acousticness
Valence
Danceability
Energy
BPM61

Credits

PERFORMING ARTISTS
Papillon
Papillon
Performer
Purpura
Purpura
Bass, Electric Guitar, Keyboards, Drum Machine
Henrique Carvalhal
Henrique Carvalhal
Background Vocals, Acoustic Guitar
António Vital Carvalhal
António Vital Carvalhal
Background Vocals, Percussion, Drums
Goias
Goias
Drum Machine
COMPOSITION & LYRICS
Papillon
Papillon
Lyrics, Composer
Purpura
Purpura
Composer
Henrique Carvalhal
Henrique Carvalhal
Composer
António Vital Carvalhal
António Vital Carvalhal
Composer
PRODUCTION & ENGINEERING
Papillon
Papillon
Executive Producer
Purpura
Purpura
Producer, Recording Engineer
Goias
Goias
Producer, Executive Producer, Recording Engineer
Chris Athens
Chris Athens
Mastering Engineer
CHARLIE BEATS
CHARLIE BEATS
Mixing Engineer

Lyrics

AIBOFOBIA
Julga-me porque eu já não sou aquilo que era d'antes ya
Julga-me porque demoro a responder entretanto ya
porque o sentimento para mim perdeu o encanto
ya
Julga-me porque eu me isolo e só fico no meu canto ya
Julga-me por ser pecador,
foda-se, julga por ser santo
Julga por que eu sou calado
só quero falar se for algo interessante
Porque eu toco no Alive
Depois toco no Avante
porque eu respeito os dois lados,
mesmo não sendo apoiante
Julga pelas decisões que eu tomo,
não pelas escolhas que eu tenho
Porque eu estou farto de me explicar
E não, não quero fazer te um desenho
Mano prefiro sair de cena,
do que entrar em grandes filmes
Julga porque odeio o conflito
Mas adoro que me subestimes
Ya
Julga-me porque eu já não sou aquilo que era d'antes ya
Julga-me porque demoro a responder entretanto ya
Porque o sentimento para mim perdeu o encanto ya
Julga-me porque me isolo e só fico no meu canto ya
Por não tomar partidos, (julga)
não emprenhar pelos ouvidos (julga)
Então julgaa minha família,
os meus amigos os meus ouvintes (julga)
o meu bairro, a minha cultura, (julga)
E o país onde nasci e vivo (julga)
a minha cor, o meu aspecto,
e por eu não me parecer contigo
Julga o meu carácter,
Julga a personalidade
Julga-me por andar perdido
atrás duma resposta certa
Julga a minha gestão do tempo,
futuro, presente e passado
por ter cão e por não ter
Por ter fé e vice-versa então
Julga-me para eu saber quem é tu és de verdade
Se doer é porque é verdade e a verdade nos liberta
Então julga-me outra vez não te vou julgar estás à vontade
Eu olho para mim, eu faço exatamente a mesma merda.
"É esse o teu maior medo? Medo de ser julgado? Talvez a resposta que procuras esteja do outro lado do medo. Já pensaste nisso? "
Meus pensamentos têm pensamentos
Que às vezes pensam demasiado
Meus sentimentos têm sentimentos
Que às vezes sentem demasiado
Não falta nada eu devia estar contente
Às vezes, sou privilegiado
Cortar o mal pela raiz mete medo,
É tudo arborizado
Meus pensamentos têm pensamentos
pensam demasiado
Meus sentimentos têm sentimentos
sentem demasiado
Não falta nada eu devia estar contente
sou privilegiado
Mas meus pensamentos têm pensamentos
pensam demasiado
Eu sou da geração
das infinitas possibilidades
Com o mundo na mão
Enquanto houver dados ilimitados
Vi a revolução digital
transformar a sociedade
Numa linha de produção
De solidão e ansiedade
E a ansiedade é filha medo
E neta da insegurança
Tempestades na minha mente
Enquanto eu espero pela bonança
O pessimista e o otimista em mim,
fizeram uma aliança
E fizeram de mim um perfeccionista
que nunca avança,
Nunca avança, nem recua,
Pois cada problema vem a dobrar
Tanta coisa na minha cabeça
para me preocupar
Tanta malta a espera:
- man, quando é que Papi vai lançar ?
Presos entre ânsia de ter e o tédio de alcançar
E o que é nos falta alcançar
Para saciar a nossa alma?
Quantas gerações são precisas
para curar um trauma?
Quantos líderes estupidos
vamos colocar no poder?
Quantas crianças vão morrer
Para esse sonho viver?
O meu sonho é viver
bem longe dessa ânsia
E fazer juz ao puto puro
Que eu era na infância
Bem antes de aprender que isto
Tudo é só uma fachada
Que esconde a ganância
Dos que querem tudo sem fazer nada
E eu aqui sem fazer nada
A lutar contra este bloqueio
Já devia ter o álbum feito
Ou pelos menos estar meio
Mas em vez disso eu estou tou a pensar
No meu maior receio
Que é um dia acordar e tornar-me
Em tudo que eu mais odeio
Medo de começar,
Medo de acabar,
Medo do sucesso,
Medo de falhar,
(Um tempo onde tudo é possível.)
Medo de cair,
Medo de voar,
(Mas nada é suficiente.)
Medo de ser visto,
(Um tempo onde o nosso alcance pode ir muito além da nossa imaginação.)
Medo de ser invisível,
Medo de ter medo,
Medo de não ter medo,
(Onde o nosso desafio diário é conseguir distinguir entre o que é a realidade...)
Medo de mudar,
Medo de ficar na mesma,
(...e o que é só mais uma ilusão.)
Meus pensamentos têm pensamentos,
pensam demasiado
Meus sentimentos têm sentimentos
sentem demasiado
Não falta nada eu devia estar contente
Sou privilegiado
Mas os meus pensamentos têm pensamentos
pensam demasiado yeah!
"Pensar já pensei. Mas quanto mais pensava menos resolvido me sentia, e às tantas, já nem sabia se estava a chegar a minha melhor versão ou se estava só confortável numa prisão que eu próprio criei. Sinceramente, o meu maior medo era passar por esse processo todo e dar por a mim a tornar-me no vilão da minha própria história."
Written by: António Vital Carvalhal, Henrique Carvalhal, Papillon, Purpura
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