album cover
Tejo
352
Hip-Hop/Rap
Tejo 由 Produções Hipotéticas 於 2025年11月21日發行,收錄於專輯《Tejo - Single》中
album cover
發行日期2025年11月21日
標籤Produções Hipotéticas
語言葡萄牙語
旋律
原聲音質
Valence
節奏感
輕快
BPM80

積分

演出藝人
E.Se
E.Se
演出者
João Tamura
João Tamura
主唱
Tekilla
Tekilla
演出者
Carlos Alves
Carlos Alves
主唱
Telmo Galeano
Telmo Galeano
饒舌
詞曲
Pedro Camacho
Pedro Camacho
詞曲創作
Carlos Alves
Carlos Alves
詞曲創作
製作與工程團隊
Pedro Camacho
Pedro Camacho
製作人
Carlos Alves
Carlos Alves
製作人

歌詞

Durmo a pensar com trabalho
Não há sono que me traga a calma
Passam semanas em que eu adormeço e é raro o pensamento que me embala
Mãe, vês no meu rosto maciço o saldo
Daquilo que me marca
Vês nos meus olhos tão fundos a luz
Afundar-se e tornar-se mais fraca
Vês com clareza, que o sonho se afasta
Que inocência e a criança se gastam
Que um adulto se faz dos destroços
No campo onde homem e a rotina embatem
Que um adulto se deixa levar por um rio
Onde os corpos flutuam sem alma
Que se engana e empunha o remo
Que os outros lhe deram e disseram que o salva
Por mim o Tejo seca agora
Enquanto as lágrimas dissolvem
E o meu leito morre jovem
Entorno o sal dos nossos poros
Homens gastos sem ter nomes
O teu caudal são meras sombras
Não há mais sangue ao Tejo nobre
Corto as raízes que entopem
Ao nutrir os corpos corporate
Cujos filhos nascem fortes
Alimentados pelos teus ossos
Enquanto os teus contigo morrem
Se eu escrevo, temo pelo Tejo onde eu pereço
Onde adormeço sem receber nem metade do que eu mereço
A Cidade Branca é banca para quem se vende a qualquer preço
Onde as mãos que não se dão, rezam esperanças sobre um terço
E penso
Filhos dos Cravos de Abril
Dos mil que sucumbiram sob um céu que nunca os viu
Na periferia da Lisa onde aquilo que os guia é vil
Tão fabril como febril, nós somos (es)cravos pós Abril
Do frio no Bidonville, lembra-me para além do mar
De um ordenado a minguar que me teima sufocar
Além da rima escrita em busca de um melhor lugar
Onde existir, ou sucumbir, ou renascer, ou acordar
Mil cigarros para fumar
Valso sem um par, falso abraço ao qual rumar
Corda para me arrumar, aos poucos rouba-me o ar
O corpo dobra até não poder suportar ou se curar
Dizer que toda a gente pensa nisto
Eu sei que é mentira, caga ou desiste
A função que se exerce é cortar o alicerce a quem resiste
Eu vejo que é triste, um monte de people todo a mendigar
Quem trabalha nem bolsos tem para pôr os filhos a mastigar
Eu estou a espigar, todos os que vivem às custas
De um sistema sem buscas
Vendem ignorância e alimentam um monte de fofoca e cuscas
Lideres consomem drogas, chupam e ainda vendem fuscas
Não é erróneo ter património ou taxas, até te assustas
Tabela mesmo que não gostes, quem desconta e paga impostos
O mal cura, é que na pior altura, ****, não te encostes
Cerra punho levanta a cabeça se for preciso arranca postes
Não uses o bairro como promoção se no fundo dás de frosques
Quem se forma neste país nem aqui fica
Vender o game do macho man mas és um ****
Killa dá cara à voz e também critica
Não conto com o cu de ninguém a menos que o game triplique
Privatizam o que é público, socializam o que é do Estado
Nem casa tens como herança e isso está-te a deixar frustrado
Sem bules nem economias para terminar o teu mestrado
Vais para a rua como inúmeras famílias que tenho encontrado
Por mim o Tejo seca agora
Enquanto as lágrimas dissolvem
E o meu leito morre jovem
Entorno o sal dos nossos poros
Homens gastos sem ter nomes
O teu caudal são meras sombras
Não há mais sangue ao Tejo nobre
Corto as raízes que entopem
Ao nutrir os corpos corporate
Cujos filhos nascem fortes
Alimentados pelos teus ossos
Enquanto os teus contigo morrem
Written by: Carlos Alves, Pedro Camacho
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